A escolha de um carrapaticida pode ser apoiada por um teste feito com parasitos da própria fazenda. Chamado de carrapaticidograma ou biocarrapaticidograma, o exame avalia a sensibilidade da população de carrapatos aos produtos testados em laboratório.

A Embrapa Gado de Leite destaca o exame como ferramenta para orientar o controle diante da resistência dos carrapatos às bases químicas disponíveis. Em Goiás, a página de serviço do Centro de Excelência em Saúde Única da UFG, o CESU-Agro, também descreve a análise e o envio de um laudo técnico ao produtor.

O ponto central é a origem da amostra. Segundo a UFG, o resultado vale para a propriedade de onde os carrapatos foram retirados. Adotar a escolha feita para um vizinho, portanto, pode ignorar diferenças entre as populações presentes nos dois rebanhos.

Outro cuidado está no preparo da amostra. Resíduos de tratamentos anteriores podem interferir na análise, e demora ou acondicionamento inadequado podem inviabilizar o material. Antes da coleta, o produtor deve combinar as condições de envio com o laboratório e com o veterinário que acompanha o rebanho.

O CESU-Agro informa duração de cerca de 40 dias para obter o resultado final. Esse prazo descrito na página precisa ser confirmado no contato com o serviço e considerado no planejamento, sem deixar de atender animais que necessitem de cuidados imediatos.

O laudo ajuda na decisão sobre o controle, mas precisa ser interpretado dentro da rotina da fazenda. A seleção do produto, a aplicação e os cuidados de bula devem ser avaliados com assistência técnica. Trocar apenas o nome comercial, sem conhecer o princípio ativo e a situação do rebanho, não resolve automaticamente uma falha de controle.