O voo é apenas uma etapa do uso de drones para localizar falhas na lavoura. Em trabalho publicado em dezembro de 2024, pesquisadores do IFSULDEMINAS descreveram um processamento de imagens para identificar interrupções nas linhas de milho na Fazenda-Escola do campus Inconfidentes, no sul de Minas Gerais.

O levantamento ocorreu em 9 de dezembro de 2023, na safra 2023/24, em um talhão de 5.945 metros quadrados. A câmera registrou imagens na faixa visível, conhecida como RGB. Portanto, o método descrito não dependeu de uma câmera multiespectral.

As fotografias passaram por correção e montagem para formar uma ortofoto, uma imagem da área organizada em uma mesma referência espacial. Depois, os autores aplicaram um índice de vegetação e uma classificação que separou lavoura e solo exposto.

A equipe também desenhou digitalmente as linhas de plantio. A medida das falhas veio da comparação dos segmentos interrompidos com o comprimento das fileiras mapeadas. Essa etapa ajuda a entender por que receber fotos do voo é diferente de receber um levantamento com critérios e medidas documentados.

Para quem contrata mapeamento, o caso oferece perguntas práticas: qual talhão foi coberto, quando as imagens foram obtidas, como as linhas foram delimitadas e qual critério definiu uma falha? A conferência dos pontos no campo ajuda a interpretar o mapa antes de decidir uma intervenção.

O trabalho descreve um caso experimental, sem demonstrar que o método terá a mesma precisão em outras áreas. Um trecho identificado como falha também não comprova, sozinho, sua causa nem a perda efetiva na colheita.