Comparar a deriva de drones agrícolas exige mais do que observar uma aplicação. Um protocolo técnico argentino, datado de fevereiro de 2026, organiza a coleta e a análise de dados para medir o deslocamento da pulverização para fora da área-alvo.
O trabalho reúne especialistas do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) e da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade Nacional de Mar del Plata, em Balcarce. A proposta foi divulgada pelo governo argentino em abril, com a finalidade de tornar os ensaios comparáveis.
O método diferencia duas formas de coleta: depósitos que chegam ao solo e material transportado pelo ar, capturado em coletores instalados em mastros. O ensaio utiliza água com um traçador, cuja recuperação deve ser verificada, e prevê análise das amostras em laboratório.
Altura de voo, velocidade de avanço e tamanho das gotas estão entre os fatores estudados. Vento, temperatura e umidade também precisam ser registrados, para que mudanças ambientais não sejam confundidas com diferenças entre equipamentos ou tratamentos.
Para o produtor que recebe uma demonstração de desempenho, essa separação ajuda a formular perguntas: o resultado veio de qual tipo de coletor, em quais condições e com quantas repetições? Fotografias de cartões com gotas, isoladamente, não substituem a quantificação prevista no protocolo.
Trata-se de uma metodologia de pesquisa. O documento não comprova ausência de deriva em um modelo de drone nem funciona como autorização para operar no Brasil.
