A confirmação de Newcastle em Nova Erechim, no Oeste de Santa Catarina, evidencia por que a vigilância sanitária não depende apenas da aparência das aves. Em comunicado de 27 de outubro, a Cidasc informou que o foco envolvia 9.600 animais sem sintomas e havia sido identificado pelo monitoramento ativo.
O Ministério da Agricultura também anunciou a ocorrência no dia 27, em publicação atualizada na manhã de 28 de outubro. Segundo o órgão, tratava-se do terceiro foco identificado dentro da área que já estava sob restrição e emergência sanitária na região. Esse é o recorte temporal dos comunicados consultados, não uma contagem em tempo real.
A Cidasc relatou ampliação da área monitorada e continuidade dos procedimentos sanitários no estabelecimento. Entre 20 e 26 de outubro, a força-tarefa havia vistoriado 133 propriedades comerciais e 551 de subsistência. As visitas e a coleta de amostras permitem investigar a circulação do vírus mesmo quando não há sinais visíveis no plantel.
Para os criadores, a orientação divulgada pela companhia é manter a biosseguridade e comunicar imediatamente suspeitas ao escritório local da Cidasc ou pelo e-Sisbravet. A avaliação da defesa sanitária é necessária para confirmar ou descartar a ocorrência; a ausência de sintomas, isoladamente, não cumpre esse papel.
O caso reforça a utilidade de acompanhar os informes do serviço veterinário oficial antes de tomar decisões sobre a criação. As medidas de controle são definidas pelas autoridades para cada situação e área atingida.



