As cinco regiões de Goiás acompanhadas pela Climatempo terminaram outubro de 2026 com chuva acima de 150% da média histórica usada no levantamento. No Sul Goiano, o acumulado foi de 271 milímetros, equivalente a 243% da média de outubro. O balanço foi divulgado em 3 de novembro.

A comparação usa a referência de 1991 a 2020. Dizer que o volume chegou a 243% da média significa que ele ficou 143% acima dela; não que o acréscimo tenha sido de 243%. A diferença entre essas duas formas de apresentar o dado altera a leitura da intensidade do excesso de chuva.

O total do mês, porém, não mostra sozinho como a água se distribuiu entre os dias. Na análise das sequências com menos de 1 milímetro por dia, a mais longa encontrada em Goiás durou sete dias, de 7 a 13 de outubro, em um ponto de Cristalina, no Entorno do Distrito Federal. No Sul Goiano, a maior sequência não passou de quatro dias.

Esse critério de dia seco admite precipitação inferior a 1 milímetro. Portanto, o indicador não equivale necessariamente a uma sequência com ausência absoluta de chuva. O registro de um ponto também não deve ser estendido automaticamente a todas as propriedades do município.

Para acompanhar a lavoura, as duas informações podem ser anotadas separadamente: quanto choveu no período e por quantos dias se prolongou o maior intervalo abaixo do limiar considerado. Uma medição local ajuda a verificar se o comportamento da propriedade acompanhou ou não o retrato regional.

Os números se referem a outubro já encerrado. Não são previsão de chuva para os próximos dias nem diagnóstico de perda na soja. O balanço permite revisar a distribuição da precipitação no início da safra, mantendo a data e o alcance de cada dado.